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DF recolhe mais de 4,2 milhões de toneladas de lixo descartado irregularmente em sete anos

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Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) remove diariamente grandes quantidades de resíduos descartados de forma irregular em vias públicas, áreas verdes e espaços de convivência. Ao longo dos últimos sete anos, as operações de zeladoria retiraram mais de 4,2 milhões de toneladas desse tipo de material. Somente em 2025, o volume chegou a 678 mil toneladas. O desempenho é atribuído ao reforço das campanhas de educação ambiental, às ações de conscientização e ao endurecimento da fiscalização, com aplicação de multas.

De acordo com a diretora técnica do SLU, Andrea Almeida, o combate ao descarte irregular passou a ser feito por meio de uma atuação integrada entre administrações regionais, a Novacap, o SLU e outros órgãos do GDF. “Como resultado desse esforço conjunto, de 2023 para 2024 o aumento foi de cerca de apenas 2 mil toneladas, passando de aproximadamente 651 mil para 653 mil, o que equivale a menos de um dia de geração de resíduos”, explica. Na prática, segundo ela, o volume permaneceu estável nesse intervalo.

Já entre 2024 e 2025, o acréscimo foi de aproximadamente 25 mil toneladas. Para a diretora, esse crescimento também não é significativo quando comparado ao total anual, representando algo próximo de dez dias de produção de resíduos ao longo de um ano inteiro.

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Ao mesmo tempo, houve avanço expressivo no uso correto dos papa-entulhos, principalmente para restos da construção civil, móveis usados, galhadas e outros materiais volumosos. O recolhimento nessas unidades saltou de 31 mil toneladas, em 2023, para 49 mil toneladas em 2025. Para Andrea, esse dado indica que o ritmo de crescimento do descarte irregular diminuiu porque a população passou a ter mais pontos adequados para entregar seus resíduos.

Desde 2019, a rede de papa-entulhos vem sendo ampliada. Atualmente, o DF conta com 26 unidades em funcionamento. Em breve, mais duas serão inauguradas no Núcleo Bandeirante e no Riacho Fundo, elevando o total para 28. A meta é chegar a 43 unidades até o fim do ano. A escolha dos locais é feita com base em mapeamentos georreferenciados que apontam as áreas com maior incidência de descarte irregular, em conjunto com administrações regionais e órgãos parceiros, seguindo critérios técnicos e ambientais.

Os papa-entulhos recebem até um metro cúbico de resíduos da construção civil por viagem. Para volumes maiores, é obrigatório contratar caçambas credenciadas pelo SLU. Também são aceitos restos de poda, galhadas, móveis e materiais volumosos sem componentes eletrônicos, além de recicláveis e óleo de cozinha usado, este último em parceria com a Caesb. As unidades funcionam das 7h às 18h, e os endereços podem ser consultados no site do SLU, no aplicativo SLU Coleta DF ou pelo Participa DF. A população também pode sugerir novos pontos, que passam por análise técnica de viabilidade.

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“A gestão dos resíduos sólidos é uma responsabilidade compartilhada. O poder público precisa oferecer estrutura e fiscalização, mas é essencial que a população faça o descarte correto e separe o lixo comum dos recicláveis”, destaca Andrea. Ela reforça ainda que papa-entulho não é papa-lixo: enquanto o papa-lixo recebe apenas resíduos orgânicos e convencionais, o papa-entulho é destinado a restos de obras e materiais volumosos. São estruturas diferentes e complementares, e cada uma deve receber apenas o tipo de resíduo adequado.

Fonte: Agência Brasília

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