GDF / BRASÍLIA
Jose Humberto Pires, o TRATOR do GDF
Publicado em
22 de julho de 2024por
Eugenio Piedade
Obstinado, estratégico, franco no diálogo e muito articulado, este é José Humberto Pires, o homem que esta ajudando o governo IBANEIS A MUDAR O DF
Obstinado, estratégico, franco no diálogo e muito articulado. Não são precisas muitas palavras reunidas para definir com predicados adequados o perfil de caráter à frente da Secretaria de Governo do Distrito Federal, o administrador de Empresas por profissão e homem público por vocação, José Humberto Pires de Araújo. A azeitada máquina de fazer obras em que se tornou o Distrito Federal, tem em sua montagem, do início ao fim, suas impressões digitais, indelevelmente impressas e orgulhosamente presentes nos êxitos e resultados que a gestão tem sido capaz de entregar. Ouvinte atento às demandas e dono de uma visão abrangente sobre a cidade que o acolheu como cidadão honorário, ele recebeu Rodovias&Vias para detalhar os caminhos percorridos e as próximas direções a serem assumidas pela transformação via infra, pela qual passa o DF.
R&V: O senhor foi uma peça fundamental para a boa transcorrência de pelo menos duas transições significativas do governo do Distrito Federal, ambas em momentos muito importantes do país. Como começou seu trabalho à frente da Secretaria de Governo?
José Humberto: Colocando de uma forma muito clara, nós nos deparamos em uma situação complicada, no primeiro mandato do governador Ibaneis, por que os recursos eram muitos escassos e havia muito poucos projetos à disposição. Ora, o governo inerte, que não tem perspectiva, não gera expectativa, e também não motiva as pessoas responsáveis a assumirem uma posição de ação para fazer as coisas acontecerem. Cria-se por tanto um clima de estagnação, de pouca produtividade na gestão.
“Quando nós chegamos, mudamos essa lógica, de estática, induzindo um círculo virtuoso. E o governador Ibaneis se apercebeu disso e me chamou para montar um comitê de projetos, que afinal, é o arranque para começar a devolver a esperança às pessoas”.
Claro, eu tive que pedir ajuda à sociedade civil organizada. Chamei o pessoal do Clube de Engenharia, do SINDUSCON-DF (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal) da ASBRACO (Associação Brasiliense de Construtores), do CAU-DF (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do DF) e CREA-DF (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do DF) e todos eles vieram. Em um primeiro momento a atuação desse grupo se dedicou à atualizar os projetos disponíveis, em seguida, passando a trabalhar em cima dos projetos prioritários, porque o primeiro “dever de casa” do governador foi pagar as contas, reequilibrar o orçamento e atingir um percentual de investimentos para poder tocar justamente esses empreendimentos que foram divisados pelo comitê. Nós precisávamos pôr fim à essa espiral de “governo autofágico”, que somente consome recursos e não gera capacidade de investimentos. Felizmente, nós conseguimos fazer isso acontecer.

“É preciso compreender que esses compromissos extrapolam a gestão. Têm que ser honrados dentro de políticas perenes, de Estado. Tem que “levantar o farol”, olhando a cidade, o distrito, dentro de um planejamento de curto, médio e longo prazo, independente de ter sua participação ou não no governo.”
“O primeiro dever de casa do governador foi pagar as contas, reequilibrar o orçamento e atingir um percentual de investimentos para poder tocar justamente esses empreendimentos que foram divisados pelo comitê. Nós precisávamos pôr fim à essa espiral de “governo autofágico”, que somente consome recursos e não gera capacidade de investimentos.”
R&V: O secretário tocou em um aspecto fundamental, que merece um melhor detalhamento: de nada adiantam boas intenções e vontade de fazer acontecer, se não há recursos disponíveis ou mesmo a possibilidade de captá-los. E isso está umbilicalmente associado à transparência, higidez fiscal, ajustes que mirem em eficiência do funcionalismo, entre outros.
José Humberto: Perfeitamente. É uma etapa essencial. E isto veio a reboque dentro dessa nova perspectiva, dessa nova forma de governar, um novo entrosamento entre a sociedade, e a equipe de governo. Foi aí que a gestão começou a negociar, pagar suas contas e ajustamentos em dia. E tivemos a felicidade do líder Ibaneis Rocha convocar para o seu time um conjunto de pessoas extremamente competente. No início, foi até um pouco “traumático”, por que as exigências eram muito grandes e a ansiedade de todos em “destravar” a gestão também. Com o tempo, nós promovemos essa acomodação, e as coisas começaram a funcionar. Como? Atuando em um tripé. Com o primeiro suporte dele, sendo constituído por uma desburocratização, uma simplificação nos processos. O segundo, voltado à criar um ambiente seguro juridicamente. E o Terceiro, justamente, apresentar um plano de governo factível. Ambicioso, é verdade, mas exequível, de modo que pudéssemos garantir que tudo o que nele estivesse previsto, seria executado. Para isto nós criamos um sistema de acompanhamento, com cronologia e metas. Temos tudo monitorado, com planilhas onde constam todos os projetos, obras que estão ocorrendo, tudo atualizado em todos os estágios, em todas as fases. Projetos prontos, em licitação, em contratação, em andamento, concluído, paralisado ou suspenso.

“São mais de 3.200 obras monitoradas em andamento, inseridas dentro desse monitoramento que podemos acompanhar a qualquer tempo por aqui. Tudo isso, fruto de uma gestão responsável, austera, que tem condição de pagar em dia. Esta é aliás uma marca do governo. Aqui não tem atraso de pagamento”.
Também não tem facilidade pra receber antecipado. É tudo rigorosamente dentro da programação. Então, essas obras são entregues e são fiscalizadas ao longo de seu desenvolvimento, com qualidade. Aliás todas elas têm fiscalização externa também, com empresas especificamente contratadas para isso. Esse é um trabalho que não é feito apenas pela nossa equipe, portanto. Claro, o Ministério Público e Tribunal de Contas nos avaliam permanentemente também. Por outro lado, a sociedade em geral é muito participativa dentro da gestão, com
canais que abrimos, pelas várias mídias, e-mail, Whatsapp, entre outros, para que a população faça suas demandas. É um instrumento importante, em que nós filtramos as que são mais pertinentes e avaliamos a possibilidade de fazê-las acontecer. Essas, em caso positivo, vão para um plano de execução, avançando à fase de anteprojeto, projeto, orçamento, e afinal vamos atrás dos recursos.
“Outra coisa que mudou a cara da cidade, é a zeladoria. Nós criamos um grupo, chamado “GDF Presente”, que envolve todos os órgãos do DF, que cuidam da cidade, incluindo NOVACAP, DER-DF, todas as administrações regionais, SLU (Serviço de Limpeza Urbana do DF), CAESB, CEB (Companhia Energética de Brasília), todos juntos”.
Já com relação à melhorias no nosso viário, o governador praticamente quadruplicou o orçamento disponível para manutenção, com tapa buracos, tanto que já temos o planejamento pronto para 2024 neste sentido, prevendo também pesadas intervenções nas calçadas. Queremos uma malha viária recuperada e acessibilidade. Pra já. Um retrato disso, foi a recuperação do Eixão, onde foi feito um belíssimo trabalho de recuperação, de qualidade, que está sendo ampliado para outros trechos, em um resultado extraordinário, com qualidade. Um trabalho de fresagem e microrrevestimento, que vem sendo feito tanto pelo DER-DF quanto pela Novacap, mais notadamente nas Regiões Administrativas de Taguatinga, Sobradinho 2, Ceilândia e Gama, entre outras.

R&V: Aí, nós verificamos uma melhoria no rating do Distrito Federal, não?
José Humberto: Sim. É onde eu queria chegar. Nós assumimos a gestão com CAPAG – C (Capacidade de Pagamento) e atualmente subimos para a CAPAG– B. Foi um trabalho extraordinário do secretário André Clemente, à época Secretário da Fazenda, e que está sendo mantido tanto pelo secretário Ney Ferraz (Planejamento) quanto José Itamar (Fazenda).
E essa melhoria na nota, nos colocou em condições de ir buscar financiamentos e convênios, com uma capacidade que não tínhamos.
E isso se deu de diversas formas: a “Fonte 100”, do próprio tesouro, que se tornou possível a partir de melhorias do ponto de vista fiscal e eficiência na gestão; onde nós conseguimos aí cerca de 5% de nosso orçamento liberado para investimentos, um número bastante arrojado. Depois a “fonte 138”, oriunda de outras formas de arrecadação; em seguida os convênios, como temos hoje entre o GDF e a TERRACAP, que são os investidores dentro do próprio distrito Federal.

“Aliás cabe ressaltar o grande trabalho do presidente Izidio, nesta empresa que tem apresentado boa performance, em um grande pacote de obras de mais de R$ 100 milhões e que estão acontecendo neste momento. Ele ampliou o leque de produtos e serviços da empresa para atender à cidade.”
Continuando, outra fonte, é constituída pelas emendas parlamentares, que podem ser elencadas de duas formas: as distritais e as federais, que estão em um recorde incrível. Muitas foram resgatadas pela gestão do governador, em conversas que estavam às vezes interrompidas desde 2014, por que ele teve a sensibilidade e a sabedoria de dividir o mérito com os parlamentares, de uma maneira muito justa. Tanto que nós concebemos um portfolio de obras que é apresentado a eles, para que eles possam optar por quais reputam ser as mais relevantes. Seguindo a diante, existem os financiamentos. Todos eles somados Banco do Brasil e BNDES, vão para mais de R$ 1,1 Bilhão, somente com instituições financiadoras nacionais. Hoje nós temos a CAESB (Companhia de Saneamento Ambiental do DF), liberada para captação de cerca de recursos junto ao BID e Banco Mundial. Todo mundo quer voltar a financiar projetos no DF. Neste contexto, resta uma única questão que é a nossa capacidade de limite fiscal. Porém, com o PAC e o “Novo PAC”, existe a possibilidade de ampliarmos esse limite. E, outra fonte, é justamente o próprio “Novo PAC”. Já estamos com projetos em todos eles, sempre focando em renovação. Nele estão contidas opções para áreas como, Água Para Todos; Cidades Sustentáveis e Resilientes; Educação Ciência e Tecnologia; Saúde e Infraestrutura Social e Inclusiva. No que já fizemos o levantamento em todos os órgãos diretamente relacionados a eles, cruzando com o governo Federal, onde nós temos condições de obter recursos. É preciso registrar também as iniciativas da gestão Ibaneis quanto à habitação. Estamos trabalhando para entregar até o final do governo 40 mil moradias, deixando pronto o planejamento para o próximo governo, de mais 81.503 unidades. Além disso, estamos ajustando junto ao Ministério das Cidades, para o próximo ciclo do Minha Casa Minha Vida, um grande salto neste segmento. Criando os novos bairros, trazendo infraestrutura, tudo integrado. Isso é comprometimento da gestão com quem a elegeu. De buscar as entregas, dentro de uma agenda positiva. Com planejamento.
R&V: Afora estas questões que já exploramos, nós temos que mencionar os compromissos que o GDF tem com agendas de sustentabilidade e governança, sem as quais não é ou ao menos em um futuro breve não será possível contrair financiamentos.
José Humberto: Claro. Antes de mais nada, é preciso compreender que esses compromissos extrapolam a gestão. Têm que ser honrados dentro de políticas perenes, de Estado. Tem que “levantar o farol”, olhando a cidade, o distrito, dentro de um planejamento de curto, médio e longo prazo, independente de ter sua participação ou não no governo. Independente de quem está no volante.
Fonte: EG NEWS com autorização de publicação de Leandro Dvorak Diretor Institucional R&V

Processo seletivo para residência em áreas profissionais tem oferta de 565 vagas
Fux defende banimento das bets e diz que ludopatia virou problema de saúde pública e econômica
Justiça Eleitoral reabre cadastro e retoma serviços ao eleitor
Fies 2: inscrições para vagas remanescentes terminam nesta terça
George e Meia-Noite podem se tornar um novo casal no Zoológico de Brasília
BRASÍLIA
Processo seletivo para residência em áreas profissionais tem oferta de 565 vagas
As inscrições começam nesta terça-feira (3); o certame é organizado pelo Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades), responsável pelo cronograma e...
Fux defende banimento das bets e diz que ludopatia virou problema de saúde pública e econômica
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, abriu nesta terça-feira (3) a audiência pública sobre a proibição das apostas...
Justiça Eleitoral reabre cadastro e retoma serviços ao eleitor
Atendimentos voltam a ser feitos pela internet e nos cartórios Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil A Justiça Eleitoral...
DISTRITO FEDERAL
Fies 2: inscrições para vagas remanescentes terminam nesta terça
MEC oferece 50 mil vagas para financiamento em todo o país Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil O prazo...
George e Meia-Noite podem se tornar um novo casal no Zoológico de Brasília
Aproximação começou em agosto e é conduzida gradualmente pela equipe técnica, que respeita o comportamento dos animais e avalia a...
Vaga no STF completa um ano aberta: quem são os cotados e por que Lula negocia cada nome com o Senado
Cadeira de Luís Roberto Barroso está vaga desde outubro de 2025; o Senado já rejeitou um indicado pela primeira vez...
POLÍTICOS DO DF
Como funciona a Central de Resolutividade do Hospital de Santa Maria?
Equipes acompanham desde a classificação de risco até a realização de exames e a resolução de pendências para dar mais...
Alta do petróleo e do dólar: como o aumento dos custos pode afetar o agronegócio?
Lando Battosso, especialista em Direito do Agronegócio, explica os impactos da alta dos combustíveis e das oscilações cambiais sobre os...
A eleição presidencial: três observações e uma sugestão
Ives Gandra Sobre o resultado da eleição presidencial, faço três observações e uma sugestão. A primeira observação é a de...
POLÍTICOS DO BRASIL
Queda das ações de IA na China expõe fragilidade do setor e preocupa investidores
Enquanto as ações de tecnologia globais oscilam, na China elas já despencaram, com as altas avaliações caindo devido a preocupações...
Alunos da Escola de Música de Brasília se apresentam na Rádio MEC
Edição especial do Sala de Concerto comemora o mês das crianças EBC Em celebração ao Mês das Crianças, o programa Sala...
Ato de estudantes da UFF deu pontapé em mobilização por virada de Lula
Universitários de direito foram às ruas um dia depois do 1º turno Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil “O...
TRÊS PODERES
Entidades repudiam listas de boicote por divergência política
MPT e OAB alertam para riscos jurídicos e democráticos Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil A disseminação de listas...
GDF reforça prazo para vacinação contra brucelose no Distrito Federal
Produtores de bovinos e bubalinos devem vacinar as fêmeas de 3 a 8 meses e comprovar a imunização até 31...
Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto neste fim de semana
Programada para este sábado (31) e domingo (1), abordagem vai passar por 16 pontos Por Agência Brasília* | Edição: Plácido...
ENTORNO
Gol nos acréscimos assegura Flamengo na liderança do Brasileirão
Rubro-Negro bate Atlético-MG e segue um ponto à frente do Palmeiras Lincoln Chaves – Repórter da EBC A 32ª rodada...
CEB IPes realiza 21 mil atendimentos de manutenção em 90 dias
Companhia atendeu 20.980 ocorrências em 36 regiões administrativas do DF, enquanto a população registrou 14.487 solicitações no período. Investimentos na...
Governo libera R$ 5,2 bilhões para reforçar assistência social e saúde
Crédito suplementar servirá também a outras áreas Agência Brasil O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou nesta quarta-feira (27) a liberação de...












