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Alta do petróleo e do dólar: como o aumento dos custos pode afetar o agronegócio?

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Lando Battosso, especialista em Direito do Agronegócio, explica os impactos da alta dos combustíveis e das oscilações cambiais sobre os custos de produção e alerta para a importância da análise dos contratos rurais.

 

A alta do petróleo e as oscilações do dólar podem pressionar os custos do agronegócio brasileiro até o fim de 2026, com reflexos sobre o preço do diesel, o transporte de mercadorias e a aquisição de insumos. O cenário exige atenção dos produtores rurais, especialmente no planejamento financeiro e na avaliação dos compromissos assumidos para as próximas etapas da produção.

 

O diesel é um dos principais fatores de custo das atividades rurais, pois abastece máquinas agrícolas e veículos utilizados no transporte de insumos e da produção. Já a valorização do dólar pode encarecer produtos importados e mercadorias cotadas no mercado internacional, como fertilizantes e outros insumos utilizados nas lavouras. Os efeitos sobre cada propriedade dependem da atividade desenvolvida, dos custos envolvidos e dos preços negociados para a venda da produção.

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Para Lando Battosso, especialista em Direito do Agronegócio, a instabilidade econômica também exige atenção aos contratos firmados entre produtores, fornecedores e compradores. A análise das condições negociadas pode ajudar a identificar riscos e compreender as obrigações assumidas diante de possíveis mudanças nos custos de produção.

 

“Em um cenário de aumento dos custos, o produtor precisa conhecer as condições dos contratos que assinou e avaliar como as oscilações do mercado podem afetar o planejamento da atividade rural. A análise jurídica ajuda a identificar riscos, compreender as obrigações assumidas e buscar alternativas dentro do que foi negociado”, explica Battosso.

 

Outro ponto de atenção é que o aumento das despesas não permite, por si só, alterar ou deixar de cumprir um contrato. A possibilidade de revisão depende das cláusulas estabelecidas e das circunstâncias de cada caso. Por isso, antes de interromper pagamentos ou modificar acordos comerciais, o produtor deve avaliar as condições jurídicas da operação e buscar orientação especializada.

 

“Nem toda elevação de custos permite uma revisão contratual automática. É necessário analisar cada situação, verificar o que foi previsto no contrato e entender quais alternativas são juridicamente possíveis. Agir sem essa avaliação pode ampliar os prejuízos e gerar conflitos entre as partes”, orienta o especialista.

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A organização financeira e o acompanhamento dos compromissos comerciais também são importantes para enfrentar períodos de maior instabilidade. Revisar contratos, manter registros das negociações e avaliar antecipadamente os custos e as obrigações da próxima safra são medidas que podem contribuir para decisões mais seguras e para a prevenção de disputas.

 

Diante das incertezas do mercado, o acompanhamento jurídico especializado pode auxiliar produtores rurais na interpretação de contratos, na avaliação de riscos e na condução de negociações com fornecedores, compradores e instituições financeiras.

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