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Transporte coletivo do DF moderniza frota e se destaca nacionalmente na renovação de ônibus

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Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

O sistema de transporte coletivo do Distrito Federal vive um processo acelerado de modernização. Atualmente, mais de 3 mil ônibus circulam pela capital com idade média de 3,6 anos. Segundo levantamento da Secretaria de Transporte e Mobilidade, divulgado em novembro de 2025, somente no último ano foram incorporados 343 novos veículos: 254 destinados à renovação da frota, 87 para ampliação do serviço e dois para substituição. No mesmo período, 37 novas linhas passaram a operar.

De acordo com o balanço, cerca de 90% da frota do DF — equivalente a 2.831 ônibus — já foi renovada. Atualmente, seis ônibus elétricos atendem linhas do centro de Brasília, e a previsão é que esse número aumente em 2026, com a chegada de 90 novos veículos que irão circular no Plano Piloto, sob responsabilidade da empresa Piracicabana. Para atender essa frota, está em construção um ponto específico para carga e recarga próximo ao Terminal da Asa Sul.

Além dos ônibus convencionais, o serviço de micro-ônibus, conhecidos como zebrinhas, também foi ampliado. Hoje, são 27 linhas em funcionamento em 15 regiões administrativas, com 65 veículos em operação, incluindo o primeiro zebrinha elétrico do Distrito Federal.

Renovação e modernização

A substituição completa da frota está próxima de ser concluída. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, com a entrega de mais 120 veículos até março, todo o sistema contará com ônibus novos. Em fevereiro, 23 novos coletivos da Viação Marechal começaram a circular em Taguatinga Sul e em regiões como Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia, Guará, Park Way e Taguatinga, encerrando a troca da chamada “linha baixa”.

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Os novos ônibus possuem tecnologia Euro 6, que reduz em até 80% a emissão de poluentes, além de ar-condicionado, elevadores de acessibilidade, câmeras de monitoramento, GPS e portas dos dois lados, permitindo operação em corredores exclusivos como a EPTG e a Epig, além do Boulevard do Túnel Rei Pelé. Outro destaque é o sistema de segurança “Anjo da Guarda”, que impede o deslocamento do veículo enquanto as portas estão abertas.

Com essa modernização, o Distrito Federal passa a ter a frota mais nova do país, com média inferior a três anos, além de concentrar o maior número de ônibus com tecnologia Euro 6 no Brasil. A Viação Marechal já renovou mais de 71% de seus 510 veículos, e outros 147 devem ser entregues até abril, concluindo a substituição total.

“Estamos recuperando a qualidade do serviço com essa frota nova. Isso amplia o acesso ao transporte, gera inclusão social, desenvolvimento econômico e combate à desigualdade, integrando todo o Distrito Federal”, afirmou Zeno Gonçalves.

Transporte mais acessível

O número de usuários do transporte coletivo já supera o período anterior à pandemia. Em 2019, foram registradas cerca de 350 milhões de viagens. Em 2025, esse total chegou a aproximadamente 390 milhões. Para atender à demanda, quase 300 ônibus foram incorporados além do previsto inicialmente em licitação.

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Esse crescimento está ligado à política de gratuidade e ao congelamento da tarifa. Atualmente, cerca de 37% dos acessos ao sistema são feitos por usuários que possuem algum benefício, como o Passe Livre Estudantil e o programa Vai de Graça. O secretário destaca que se trata do modelo de gratuidade mais abrangente do país.

“Em outras capitais, a gratuidade é restrita a alguns dias ou a parte do sistema. No DF, ela é ampla e combinada ao Passe Livre Estudantil mais completo do Brasil. Transporte é prioridade de governo, e isso se reflete nos números”, ressaltou.

Mesmo com reajustes em outras regiões, a tarifa no Distrito Federal permanece congelada, com valor médio de R$ 3,93 — o menor do país. “Manter a tarifa congelada significa aliviar o orçamento das famílias. É uma forma de garantir acesso ao transporte e funcionar como um instrumento de transferência de renda, sem pesar no bolso do trabalhador”, concluiu o secretário.

Fonte: Agência Brasília

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