(WordPress, Blogger e outros):

DF

Agosto Branco destaca a importância do diagnóstico precoce no combate ao câncer de pulmão

Publicado em

Especialista alerta que o diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado contra a doença
Os avanços da medicina mudaram a forma de tratar o câncer de pulmão. Novas terapias ampliaram a sobrevida e a qualidade de vida de muitos pacientes. Ainda assim, o diagnóstico precoce continua sendo o fator que mais influencia os resultados do tratamento.
Esse é o principal alerta do Agosto Branco, campanha que começa em 1º de agosto, data em que também é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão.
Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 35.380 novos casos por ano no triênio 2026-2028. O cenário reforça a necessidade de conscientização sobre os fatores de risco, os sinais de alerta e a importância de identificar a doença antes que ela avance.
Para o coordenador da Oncologia do Hospital Anchieta Taguatinga e médico do Anchieta Unique, Caio Neves, um dos principais desafios ainda é reduzir o número de diagnósticos feitos em estágios avançados.
“O câncer de pulmão ainda costuma ser descoberto tardiamente. Quanto mais cedo conseguimos identificar o tumor, melhor é o prognóstico e maiores são as possibilidades de oferecer um tratamento eficaz”, afirma.
Um tumor que pode passar despercebido
Nas fases iniciais, o câncer de pulmão geralmente evolui de forma silenciosa ou provoca sintomas pouco específicos, que podem ser confundidos com outras doenças respiratórias.
Tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, tosse com sangue, perda de peso sem causa aparente e infecções respiratórias frequentes estão entre os principais sinais de alerta, especialmente quando persistem por mais de duas ou três semanas.
Embora o tabagismo continue sendo o principal fator de risco, ele não explica todos os diagnósticos. Entre 10% e 20% dos casos ocorrem em pessoas que nunca fumaram.
Além do cigarro, também estão associados ao desenvolvimento da doença fatores como exposição passiva à fumaça, poluição do ar, gás radônio, amianto, sílica, fumaça do diesel, predisposição genética e algumas doenças pulmonares crônicas.
Rastreamento amplia as possibilidades de tratamento
Para pessoas entre 50 e 80 anos com histórico importante de tabagismo, o rastreamento com tomografia computadorizada de baixa dose é uma das principais estratégias para detectar o tumor antes do surgimento dos sintomas.
Quando indicado, o exame permite identificar lesões ainda pequenas, aumentando as possibilidades de tratamento com intenção curativa.
“O rastreamento nos permite encontrar o câncer em um momento em que temos muito mais opções terapêuticas e melhores resultados”, destaca Caio Neves.
Tratamentos mais personalizados
Além do diagnóstico precoce, a evolução da medicina de precisão também transformou o cuidado com pacientes com câncer de pulmão. Exames moleculares identificam alterações genéticas específicas e ajudam a definir quais pessoas podem se beneficiar de terapias-alvo e imunoterapia.
Essa estratégia permite tratamentos mais individualizados, com ganhos em controle da doença, sobrevida e qualidade de vida.
“Hoje conseguimos personalizar o tratamento de acordo com as características de cada tumor. Mas nenhuma tecnologia é tão importante quanto descobrir a doença cedo”, conclui o oncologista.
Mais do que marcar uma data no calendário, o Agosto Branco reforça que informação, prevenção e diagnóstico precoce continuam sendo aliados fundamentais para reduzir a mortalidade pelo tipo de câncer que mais mata no mundo.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Câncer de intestino já é o terceiro mais comum no DF

BRASÍLIA

DISTRITO FEDERAL

POLÍTICOS DO DF

POLÍTICOS DO BRASIL

TRÊS PODERES

ENTORNO