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Distrito Federal unifica protocolos e fortalece ações no enfrentamento ao desaparecimento de pessoas

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Foto: Divulgação/SSP-DF

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) apresentou, na manhã desta quinta-feira (19), o Plano de Ação Integrado de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas. O documento estabelece a adoção sistemática de fluxos acordados, responsabilidades bem definidas e um modelo de governança integrado entre os órgãos envolvidos. O material detalha, de forma objetiva, o passo a passo das ações que devem ser executadas por cada instituição — desde o registro da ocorrência até as etapas de busca, apoio às famílias, articulação entre setores e eventual localização da pessoa desaparecida. Em 2025, o DF alcançou índice de 98% de localizações, o maior do país.

A publicação do plano simboliza a consolidação de um trabalho iniciado em 2023, com a criação da Rede Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas (Ridesap), e representa o fortalecimento da atuação conjunta entre áreas como segurança pública, saúde, assistência social, justiça e sistema de garantia de direitos, sob coordenação da Subsecretaria de Integração de Políticas Públicas de Segurança (Subisp).

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Participaram da elaboração do plano a Polícia Civil (PCDF), a Polícia Militar (PMDF), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), o Departamento de Trânsito (Detran-DF), a Secretaria de Saúde (SES-DF), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e a Defensoria Pública (DPDF), além do Ministério Público (MPDFT), do Poder Judiciário, do governo federal e de representantes da sociedade civil.

Durante o lançamento, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, destacou a importância estrutural da iniciativa. Segundo ele, a política institucionaliza uma resposta integrada e técnica para os casos de desaparecimento, superando entraves administrativos e promovendo maior rapidez na comunicação entre os órgãos. “Quanto menor o tempo de resposta, maior a chance de localizar a pessoa”, afirmou.

O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, ressaltou que o DF já possui um dos melhores índices de resolução do país, resultado de protocolos claros e acionamento imediato da rede. Ele lembrou que o registro feito na Polícia Civil desencadeia, em poucos minutos, a mobilização das forças de segurança, a divulgação do caso e o apoio tecnológico, como o uso de câmeras com reconhecimento facial. “O plano organiza essa engrenagem como uma única rede, com foco absoluto em localizar a pessoa e prestar atendimento humanizado às famílias”, disse.

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A construção do plano envolveu mais de um ano de reuniões técnicas, oficinas, validações jurídicas e ajustes operacionais. O diagnóstico inicial apontou que os procedimentos existiam, mas funcionavam de forma fragmentada e com entraves administrativos. A partir disso, foram formuladas soluções institucionais que agora passam a integrar oficialmente a política pública distrital.

De acordo com o subsecretário de Integração de Políticas Públicas de Segurança, Jasiel Fernandes, o plano é fruto de um processo técnico iniciado com a criação da Ridesap. “Mapeamos falhas nos fluxos interinstitucionais, pactuamos responsabilidades e estruturamos uma governança integrada. A mudança é sistêmica: saímos de ações isoladas para protocolos definidos e comunicação mais ágil, colocando a pessoa desaparecida e sua família no centro da política pública”, explicou.

Fonte: Agência Brasília

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