GDF / BRASÍLIA
Vejam as tecnologias do GDF para combater a dengue
Publicado em
16 de janeiro de 2025por
Eugenio Piedade
Até levedo de cerveja: veja tecnologias do GDF para combater a dengue
Armadilhas, drones, aplicativos e canais de denúncia são algumas das estratégias para acabar com possíveis criadouros da dengue no DF

Aplicativos, canal de denúncia 24 horas, aumento das áreas de fiscalização e drones são algumas das tecnologias que o Distrito Federal adotou no combate à doença. Neste ano, o Metrópoles resolveu, também, entrar nessa campanha para ver Brasília livre da dengue.
Em 2024, o DF registrou 8.228 casos da doença apenas na primeira semana do ano. No entanto, em 2025, esse número caiu para 196, no mesmo período. “Não se espera o cenário do ano passado, mas estamos preparados para enfrentar e combater todos os cenários”, alertou o chefe da Casa Civil do Distrito Federal, Gustavo Rocha.

Ovitrampas
Mais de 2 mil armadilhas do tipo ovitrampas foram instaladas na capital. O Aedes aegypti coloca os ovos na paleta, e o equipamento – feito com água e levedo de cerveja – serve para capturar óvulos antes de eles eclodirem.
Embora as armadilhas simulem um criadouro de mosquitos, são seguras e fazem justamente o contrário, pois recebem inseticida para impedir o desenvolvimento de larvas. A armadilha ainda tem a função de monitorar os “passos” do inseto. A cada 15 dias, uma equipe de agentes de saúde volta ao local para averiguar a situação.

“Assim, podemos mapear melhor a circulação dos mosquitos. Se tem mais ovos em uma determinada cidade, sabemos que lá tem mais que em outro local e fazemos o controle”, destacou a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio.
Estações disseminadoras
O DF conta, atualmente, com 4 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), que é outro aparato adotado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para o combate ao mosquito. A arapuca usa o mosquito para espalhar o inseticida. Isso porque, quando o Aedes aegypti pousa no pote d’água com o veneno, ele acaba se contaminando pela substância e ainda carrega o veneno para outros pontos estratégicos.
O larvicida também é colocado em casas e não apresenta riscos a humanos ou animais de estimação. Atualmente, há armadilhas espalhadas por todo o Sol Nascente e Pôr do Sol. Até o fim de fevereiro, mais 2 mil modelos devem ser instalados na região administrativa de Água Quente.
“Não colocamos em todos os locais porque é necessário explicar à população como funciona, que não é para jogar lixo, por exemplo. Então precisa de uma preparação para a comunidade”, destacou a secretária.





Óleo larvicida
Outra arma do GDF contra o Aedes é a borrifação residual, que tem o mesmo modus operandi das EDLs. No caso, o agente de saúde despeja um óleo larvicida em paredes de locais com grande tráfego de pessoas, como rodoviária, metrô, escola etc. Esse líquido dura três meses no local. “Os mosquitos voam e pousam em paredes, assim eles se contaminam com a substância e a levam para um possível criadouro”, detalhou.
Outra inciativa é o aplicativo E-visitas, que dinamizou o trabalho dos agentes comunitários. Em vez de os dados das vistorias serem inseridos em planilhas, os agentes usam o app e apresentam as informações para o controle de gestão.
“Com os dados, a gestão participa de tomadas de decisão, como intensificar uma determinada ação no local. Com a parceria, ganhamos tempo e qualidade em levantamento de dados estratégicos”, ressaltou a secretária.
Desde 2025, está permitida a entrada de agentes comunitários em casas que estão fechadas, abandonadas. “Os drones do DF Legal identificam que uma casa tem uma piscina com potencial de criadouro. Então, a equipe vai lá e consegue acabar com o foco.”

Entulho
Um dos maiores problemas que favorece a dengue é a destinação incorreta de resíduos, o que gera entulho e possíveis criadouros. Dessa forma, o Serviço de Limpeza Urbana mapeou os pontos e, junto ao DF Legal, intensificou a fiscalização em 200 locais críticos de descarte irregular.
“Foram 1,5 milhão de toneladas de entulho removidas no ano passado. Mais de R$ 2,5 milhões em multa foram aplicadas, que variam no valor dependendo até da quantidade”, disse o chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha.
1,5 mil testes por dia
Na luta contra a dengue, porém, não basta aumentar o número e as modalidades de armadilhas espalhadas pelo DF. É extremamente importante que a comunidade fique atenta aos sintomas e faça os testes, para que haja um acompanhamento epidemiológico da doença.
O Laboratório Central (Lacen) triplicou a quantidade de testes de dengue por dia. Em 2024, a capacidade do DF era fazer 500 testes diários. Em 2025, é possível fazer 1,5 mil exames em apenas um dia.
Combate à dengue leva só 10 minutos por semana
Para que a dengue siga com seus dias contados, bastam 10 minutos por semana para evitar a proliferação do mosquito.
- Não deixar água parada, focos para o inseto;
- Esvazie garrafas PET, potes e vasos;
- Guarde pneus em locais cobertos;
- Limpe calhas da casa;
- Mantenha caixa d’água e reservatório bem fechados e limpos;
- Coloque areia nos vasinhos de planta;
- Amarre bem os sacos de lixo;
- Não acumule entulho;
Se o seu vizinho não estiver fazendo a parte dele, ele pode – e deve – ser denunciado, na intenção de proteger todos em volta. Uma solicitação pode ser feita pelo site ParticipaDF.
Também é possível registrar uma reclamação pelo telefone 162, de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e nos fins de semana e feriados, das 8h às 18h.
Além disso, é possível fazer a denúncia pelo 199. O telefone funciona 24 horas por dia e também atende demandas relacionadas à dengue, como denúncias de locais de criadouro do mosquito Aedes aegypti e dúvidas sobre atendimento a pessoas sintomáticas.
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