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Política

Hugo Motta e Davi Alcolumbre não participam de ato do 8 de Janeiro no Planalto

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Brasília (DF), 04/06/2025 - O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante sessão do Congresso Nacional. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado/Arquivo

Saulo Cruz/Agência Senado/Arquivo

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, não vão comparecer ao ato em memória dos ataques de 8 de janeiro de 2023, marcado para esta quinta-feira, no Palácio do Planalto. A informação foi apurada pela Jovem Pan.

Segundo interlocutores do Congresso Nacional, os parlamentares avaliam que a cerimônia tem caráter político-partidário, sobretudo por ocorrer em ano eleitoral. Por isso, ambos optaram por não participar do evento.

Compromissos justificam ausências

De acordo com a apuração, Hugo Motta deve alegar compromissos pessoais previamente assumidos para justificar a ausência. Já Davi Alcolumbre, por sua vez, permanecerá no Amapá, seu estado de origem, onde cumpre agenda de trabalho já programada.

Além disso, a reportagem apurou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Alcolumbre antes do recesso de fim de ano. O encontro teve como objetivo tentar restabelecer o diálogo entre o Palácio do Planalto e o Senado.

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Objetivo do ato no Planalto

A cerimônia organizada pelo governo federal busca reforçar valores democráticos e relembrar os atos antidemocráticos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo a avaliação do Palácio do Planalto, manter viva a memória do episódio é essencial para evitar o enfraquecimento do discurso institucional de defesa da democracia.

Veto presidencial deve marcar o evento

Durante o ato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve formalizar o veto ao projeto de lei que reduz as penas dos condenados pela trama golpista. A proposta também beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Embora Lula já tenha sinalizado publicamente a decisão, o veto gerou divergências internas no governo. Isso ocorre, principalmente, pelo receio de desgaste na relação com o Congresso Nacional.

Participação de movimentos sociais

Além da solenidade no Salão Nobre do Planalto, movimentos sociais como as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular devem se concentrar na área externa do prédio. Por esse motivo, há expectativa de que Lula desça a rampa do Planalto para participar do ato junto aos manifestantes.

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Defesa da soberania na América Latina

Outro tema que deve marcar a cerimônia é a defesa da soberania e da paz na América Latina. O assunto ganhou destaque após a recente ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Lula comentou o episódio no último sábado. Segundo ele, a operação representa uma afronta gravíssima à soberania venezuelana. Além disso, o presidente afirmou que a ação remete aos piores momentos de interferência externa na América Latina e no Caribe, colocando em risco a preservação da região como zona de paz.

Fonte: Jovem Pan

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