COLUNISTAS
STF joga duro com redes sociais
Publicado em
27 de junho de 2025por
Eugenio Piedade
Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu julgamento para responsabilizar as redes sociais por conteúdos ofensivos publicados por usuários, sem a necessidade de uma decisão judicial.
Por 8 votos a 3, os ministros ampliaram restrições às chamadas big techs, até que o Congresso consiga votar o projeto sobre este tema.
As redes deverão levar em conta a notificação extrajudicial para remover um conteúdo irregular. As empresas devem responder civilmente por danos morais causados por conteúdos ofensivos ou ilegais, como racismo, discurso de ódio, incitação à violência e fake news. Precisarão agir de forma proativa, além de “criarem mecanismos para promover um ambiente virtual saudável”.
STF entende que o artigo 19 do Marco Civil da Internet é parcialmente inconstitucional, pois “há omissão na proteção de direitos fundamentais da pessoa humana”.
Ministros André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques, votaram contra a decisão de ontem.
Resta saber como as grandes multinacionais, que administram as principais redes sociais, vão reagir.
REAÇÃO -O Google já se manifestou sobre a decisão do STF.
Manifesta preocupação com as mudanças, que “podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital”.
Diz que está analisando a tese aprovada, em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação (previstos no Artigo 21), e os impactos nos produtos.
A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, recebe com preocupação a decisão, que traz incertezas jurídicas e consequências para a liberdade de expressão.
DÉFICIT – As contas do Governo Federal registraram déficit primário de R$ 40,6 bilhões em maio, segundo o Tesouro Nacional.
O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do Governo. Esses valores não incluem os juros da dívida pública.
Representa melhora em comparação com maio do ano passado, quando foi registrado déficit de R$ 60,4 bilhões (corrigido pela inflação).
Crescimento da arrecadação contribuiu para a melhora das contas públicas, uma vez que a receita líquida do Governo (após transferências a estados e municípios) cresceu 2,8% em termos reais em maio, atingindo R$ 178,8 bilhões.
Foi registrado recuo de gastos do Governo no mês passado, na comparação com 2024. As despesas totais somaram R$ 219,4 bilhões em maio, com queda de 7,6%.
No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, as contas do governo registraram superávit de R$ 32,2 bilhões.
A melhora no resultado das contas está relacionada à redução no pagamento de precatórios (sentenças judiciais).
PIB – Banco Central revisou para cima as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), para 2,1% em 2025; e para baixo as projeções de inflação deste ano, passando para 4,9%.
A inflação acumulada em doze meses, medida pelo IPCA, aumentou para 5,32% em maio.
O PIB cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, “destacando-se o desempenho de setores menos sensíveis ao ciclo econômico, em especial a agropecuária”.
RECEITA – Arrecadação federal em maio alcançou R$ 230,152 bilhões, com 7,66% em relação a maio de 2024, segundo a Receita Federal.
A arrecadação é composta por R$ 223,8 bilhões administrados pela Receita e R$ 6,4 bilhões administrados por outros órgãos.
No pacote administrado pela Receita são incluídos tributos como imposto de renda de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, imposto sobre importação, sobre produtos industriais (IPI), imposto sobre operações financeiras (IOF), PIS/Cofins, entre outros. As receitas administradas por outros órgãos incluem rubricas como royalties e depósitos judiciais.
Arrecadação no acumulado dos cinco primeiros meses de 2025 atingiu R$ 1,191 trilhão, com aumento de 3,95% ante 2024.
INFLAÇÃO – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – também conhecido como prévia da inflação oficial – fechou o mês de junho em 0,26%, segundo o IBGE.
No acumulado de 12 meses, o índice soma 5,27%.
Dos nove grupos pesquisados, sete apresentaram alta em junho. A maior pressão veio da habitação, que subiu 1,08%, impactada pelos custos da energia.
EMENDAS – Presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, vão participar juntos hoje de audiência pública convocada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vão discutir a constitucionalidade do modelo vigente de distribuição de emendas parlamentares.
IOF – Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou nota em que nega haver determinação do Governo de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o aumento em alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Segundo a AGU, não há qualquer decisão tomada” sobre a eventual judicialização do tema
AGÊNCIAS – As agências reguladoras estão à beira do colapso.
A demissão de 145 terceirizados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) chama atenção para o problema, que atinge a Agência Nacional do Petróleo e muitas outras.
Esta última planeja reduzir a fiscalização da qualidade dos combustíveis, por falta de pessoal.
PROPOSTAS – Banco Mundial (Bird) apresenta propostas que podem contribuir para a melhora do equilíbrio fiscal no Brasil em até 5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Aponta que o Governo precisará equilibrar as contas públicas para conseguir avançar em medidas de proteção ambiental e de redução de emissões dos gases do efeito estufa (GEE). Considerando o PIB de 2024, de R$ 11,7 trilhões, essas propostas podem ter impacto de até R$ 585 bilhões.
Bird afirma que a política fiscal brasileira “não está preparada para enfrentar os desafios ambientais. São necessárias melhorias nas áreas de sustentabilidade fiscal, investimento público inteligente em relação ao clima, tributação eficiente e conservação florestal”.
O documento recomenda controle do crescimento das despesas; aumento das receitas com a melhoria da eficiência e da equidade do sistema; acelerar a transição para energias renováveis; promover a agricultura sustentável; reduzir as emissões por meio da tributação adequada dos combustíveis fósseis e melhorar o uso da terra por meio da tributação de terras rurais.
Dentre as sugestões, surge a desvinculação das aposentadorias ao salário mínimo.
CHINA – Estados Unidos anunciam que chegaram a acordo com a China para acelerar o envio de terras raras produzidas no país asiático.
Nas negociações realizadas em maio, em Genebra, a China se comprometeu a retirar as restrições não tarifárias aplicadas aos EUA desde 2 de abril.
A suspensão no fornecimento afetou cadeias de suprimentos essenciais para montadoras, fabricantes do setor aeroespacial, empresas de semicondutores e fornecedores da indústria militar em todo o mundo.
DÍVIDAS – São 35 milhões de brasileiros que têm dívidas com instituições bancárias. Por isso, a Serasa faz mutirão até 30 de julho, para estimular a quitação de dívidas de até R$ 100. O mutirão envolve 40 bancos, que devem conceder descontos de até 97% na negociação.
AEROLÍNEAS – Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proíbe a Aerolíneas Argentinas de implantar novas bases de operação no Brasil.
A empresa também não poderá aumentar a frequências de voos em cinco aeroportos onde opera atualmente: Brasília (DF), Galeão (RJ), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Florianópolis (SC)
“A ação, de caráter provisório, foi adotada em razão de não conformidades apontadas em fiscalizações feitas pela Agência, que não foram corrigidas pela operadora aérea”, explica a Anac.
CRIPTOMOEDAS – Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que plataformas que realizam transações com criptomoedas têm responsabilidade e podem ser obrigadas a reparar danos causados por fraudes em operações protegidas por senha e autenticação de dois fatores.
STJ deu ganho de causa a usuário que transferiu 0,0014 unidades de bitcoin (BTC) por meio de uma plataforma, mas viu 3,8 BTCs sumirem de sua conta.
A empresa alegou que a fraude ocorreu por uma invasão hacker no computador do usuário, e não por falha da plataforma.
LULA – Presidente Lula está hoje de manhã em Tocantins.
Vai participar da cerimônia de Entrega de Títulos de Regularização Fundiária e de Assinatura de Acordo de Cooperação Técnica entre Governo Federal e Estado do Tocantins.
ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou ontem em 137.114 pontos, com alta de 0,99%.
MOEDAS – FONTE: BC
Dólar Comercial: R$ 5,49 (-0,99%)
Dólar Turismo: R$ 5,70 (-0,99%)
Euro Comercial: R$ 6,43 (-0,60%)
Euro Turismo: R$ 6,71 (-0,44%)
Bitcoin: R$ 590.343 (-0,78%)
Por RENATO RIELLA / (NEWS RENATO RIELLA – 27 JUNHO)

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