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Moradores de Samambaia demandam segurança e melhorias para a região

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Moradores de Samambaia demandam segurança e melhorias para a região

CLDF realizou audiência pública para ouvir população sobre necessidades locais

A dificuldade no acesso aos serviços públicos em Samambaia foi tema de audiência pública da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), realizada na noite de quarta-feira (15), na Escola Classe 431, na região administrativa. O encontro teve a participação de moradores, lideranças comunitárias, representantes do governo distrital e servidores públicos da região, que abordaram problemas de segurança, saúde, educação e mobilidade, entre outras questões.

O debate foi mediado pela segunda vice-presidente da CLDF, deputada Paula Belmonte (PSDB). A parlamentar destacou que Samambaia se tornou “a segunda maior cidade do DF”, com 227 mil habitantes, atrás apenas de Ceilândia. Mas enfatizou que “esse crescimento não foi acompanhado por investimentos em infraestrutura e serviços públicos”.

A deputada informou que as demandas apresentadas na audiência serão cobradas do governo. “Estamos aqui para fazer com que o Poder Executivo leve dignidade para as pessoas. Nós precisamos ter uma mobilidade que funcione, precisamos de acolhimento para todas as nossas crianças e adolescentes, precisamos do desenvolvimento econômico da cidade, para que não seja necessário ir ao Plano Piloto para conseguir emprego”, afirmou Paula Belmonte.

 

Assaltos frequentes

A insegurança foi uma das principais reclamações dos moradores. “Hoje você encosta o carro na porta de casa e é obrigado a sair correndo, porque está sujeito a ser assaltado em poucos segundos. A segurança pública da nossa cidade está um caos”, criticou o corretor de imóveis Eduardo Rodrigues. “Eu faço um clamor à Secretaria de Segurança Pública para que devolva o motopatrulhamento à nossa cidade, porque está impossível caminhar, ir até o comércio de Samambaia, por falta de segurança”, pediu Eduardo.

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Outro pedido da população foi a presença da polícia nas escolas, principalmente para evitar tráfico de drogas nas unidades de ensino. “Muitos jovens estão se envolvendo rápido com as drogas porque o mercado de trabalho está escasso para eles”, observou Lady Laura Caetano, presidente do Instituto Embalando Sonhos, que promove projetos socioculturais na região.

“Na expansão de Samambaia, somos vítimas de assalto o tempo todo. É no mercado, na parada de ônibus, no caminho de levar os filhos para a escola. Quando o menino tem um tênis melhor, ele volta sem o tênis, sem a camiseta, sem a mochila”, relatou Lady Laura. 

Além da violência, a presidente do instituto chamou atenção para outros problemas na expansão de Samambaia, como a falta de vagas em creches e de escolas que ofereçam o nível médio.

Sobre esse tema, a coordenadora da regional de ensino de Samambaia, Maria Cristina Machado, informou que está prevista a construção de novas unidades de ensino: um Centro de Educação de Primeira Infância (CEPI), na quadra 831, e um Centro Educacional (CED), na quadra 433, para ensino fundamental e médio.

A coordenadora também ressaltou que Samambaia é a região administrativa com maior número de creches públicas, sendo 29 ao todo, e citou ações já realizadas pela Secretaria de Educação no local, como a ampliação do número de salas de aula em quatro escolas.

Dificuldades nos postos de saúde

Também esteve em pauta a situação das Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Na UBS 4 e 7 de Samambaia, estão suspensos os exames laboratoriais por falta de técnicos para fazerem a coleta”, denunciou o membro do Conselho Regional de Saúde de Taguatinga, Dataniel Duarte. Ele acrescentou que, em outras unidades de saúde, há exames sendo realizados por profissionais sem qualificação adequada para a coleta. Segundo Dataniel, essa medida tem comprometido a qualidade e provocado retrabalho, com pacientes precisando repetir os exames. 

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Já a presidente do Conselho Regional de Saúde de Ceilândia, Daniela Ciriaco, falou sobre um caso familiar que demonstra as dificuldades na saúde local. Ela contou que “sua tia é moradora de Samambaia e está tentando, há dois meses, agendar uma consulta médica no posto de saúde”. “Falaram para ela que não tem vaga para consulta e não tem prazo para ter essa vaga”, lamentou Daniela, que também é agente comunitária de saúde. 

Além disso, ela alertou que a quantidade de leitos do Hospital de Samambaia está abaixo do recomendado. “Como Samambaia já é a segunda maior cidade do DF, ela precisaria de, no mínimo, 900 leitos. Mas o hospital daqui não chega a 300 leitos”, detalhou Daniela. 

Outras demandas da população incluíram:
•    Criação de um segundo centro de ensino especial, para atender a demanda de alunos com deficiência;
•    Construção de quadras esportivas;
•    Melhorias no trânsito, como a instalação de semáforos;
•    Oferta de serviços públicos que ainda não existem na região, como posto de atendimento do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). 

A audiência completa está disponível no canal do YouTube da TV Câmara Distrital. 
 

 



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