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Mensagens indicam discussão sobre pagamentos a empresa ligada a Toffoli, aponta PF

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O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, durante sessão que retoma julgamento sobre o compartilhamento de dados bancários e fiscais.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, trocaram mensagens nas quais tratam de pagamentos à empresa Maridt, da qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é sócio, segundo relatório encaminhado pela Polícia Federal (PF) ao STF. Nas conversas, os dois citam diretamente o sobrenome Toffoli. Os valores estariam relacionados à negociação do Tayaya Resort, empreendimento que teve a Maridt como uma de suas sócias. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pela Jovem Pan.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (12), o gabinete do ministro confirmou que Toffoli integra o quadro societário da Maridt, junto com dois irmãos. O comunicado afirma que a participação do magistrado é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura, desde que ele não exerça funções de gestão. A nota também sustenta que a empresa deixou o grupo Tayaya em fevereiro do ano passado, antes da distribuição ao ministro da ação relacionada à compra do Banco Master pelo BRB, ocorrida em novembro de 2025.

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O ministro declarou ainda que não conhece o gestor do Fundo Arllen, que adquiriu a participação da Maridt no resort e possui ligação com Vorcaro, e negou manter relação de amizade com o banqueiro. A PF, por sua vez, informou ter encontrado diversas menções a Toffoli no celular de Vorcaro e, diante disso, solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a arguição de suspeição do ministro para atuar no caso. A medida, porém, só pode ser formalizada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Em resposta, Toffoli afirmou que o pedido da PF se baseia em “ilações” e alegou que a corporação não tem legitimidade para apresentar tal solicitação, conforme prevê o Código de Processo Civil. Segundo o magistrado, a manifestação oficial sobre o conteúdo do relatório será apresentada diretamente ao presidente da Corte.

Fonte: Jovem Pan

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