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Política

Governo Lula adota cautela após aval da UE ao acordo com o Mercosul

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com ministros e presidentes dos demais poderes, no Palácio do Planalto.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não se manifestou oficialmente sobre o aval provisório da União Europeia ao acordo de livre comércio com o Mercosul, encerrando um impasse de 26 anos. Internamente, a orientação é clara: aguardar o anúncio formal antes de qualquer posicionamento público.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, o comunicado oficial só deve ocorrer após a conclusão do processo de aprovação, prevista para as 13h (horário de Brasília).

“Não vamos nos pronunciar antes de um anúncio oficial”, afirmaram interlocutores do governo.

Atuação de Lula foi decisiva nas negociações

Apesar do silêncio público, diplomatas do Itamaraty reconhecem que a participação direta de Lula foi fundamental para destravar as negociações em julho de 2023. Desde então, o presidente manteve diálogo constante com lideranças europeias, o que contribuiu para a retomada do acordo.

Além disso, as conversas ganharam força durante a reunião entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e a União Europeia, realizada em Bruxelas.

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Dentro das regras do Mercosul, o Brasil liderou a coordenação das negociações com o bloco europeu. Esse protagonismo reforçou a posição brasileira no processo.

Aprovação provisória abre caminho para assinatura

Nesta sexta-feira (9), os países da União Europeia aprovaram provisoriamente o acordo comercial durante reunião em Bruxelas. No entanto, a formalização ainda depende do envio das confirmações até as 17h no horário local, o equivalente a 13h em Brasília.

Com a sinalização positiva, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o tratado já na próxima segunda-feira (12), durante evento oficial no Paraguai.

Impactos do acordo para o Brasil

De forma geral, o acordo prevê a redução gradual e, em alguns casos, a eliminação de tarifas de importação e exportação. Além disso, estabelece regras comuns para comércio, investimentos e padrões regulatórios.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores. Os benefícios devem alcançar o agronegócio e diferentes setores da indústria nacional.

Resistência de países europeus permanece

Mesmo com a aprovação, a Comissão Europeia enfrentou resistência de países como França e Irlanda. Ainda assim, conseguiu reunir o apoio necessário da maioria dos 27 Estados-membros.

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Para que o acordo avançasse, era exigido o apoio de pelo menos 15 países, representando 65% da população do bloco — critério que foi alcançado.

Na véspera da votação, o presidente francês Emmanuel Macron reforçou a posição contrária de Paris. Segundo ele, apesar da necessidade de diversificação comercial, os benefícios econômicos do acordo seriam limitados para a França e para a União Europeia.

Fonte: Jovem Pan

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