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Saúde

Procura por teleconsulta nas UPAs cresce e já soma mais de 21 mil atendimentos

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Mais de 21 mil pacientes já foram atendidos por videochamada, liberando as equipes para casos mais graves.
Com o aumento de casos de gripe, tosse, febre e dor de garganta, cresce também a procura por atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal. Para reduzir a espera e dar mais rapidez ao atendimento, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) tem ampliado o uso da teleconsulta para pacientes com quadros leves.
Na prática, pacientes sem sinais de urgência, classificados com pulseira verde, podem ser atendidos por vídeo dentro da própria unidade, com apoio da equipe de enfermagem. A medida agiliza a orientação médica e permite que os profissionais presenciais concentrem esforços nos casos mais graves.
Todas as 13 UPAs do DF já contam com teleconsulta e quatro delas, Sobradinho, Ceilândia 1, Recanto das Emas e São Sebastião, têm o atendimento por vídeo chamada também em pediatria.
Desde a implantação, em maio de 2025, até abril de 2026, já foram realizados 21.467 atendimentos por teleconsulta nas UPAs do DF. Desse total, 364 foram pediátricos, cuja teleconsulta só começou no final de janeiro deste ano, evidenciando a ampliação progressiva do serviço também para o público infantil.
   
Como funciona a teleconsulta
Após a triagem e a classificação de risco, pacientes com menor gravidade podem optar pela teleconsulta. Antes do atendimento, é apresentado um termo de consentimento ao paciente ou responsável.
Em seguida, a pessoa é encaminhada para uma sala específica dentro da própria UPA, onde acontece a consulta por vídeo com o médico. Durante todo o processo, a equipe de enfermagem permanece no local para dar suporte e auxiliar no encaminhamento, quando necessário.
O modelo tem se mostrado resolutivo. Já foram emitidas 12.614 prescrições de medicamentos, além de 6.569 solicitações de exames laboratoriais e 2.893 exames de imagem por meio da teleconsulta.
Apenas 12,1% dos atendimentos precisaram ser convertidos para consulta presencial, geralmente quando havia necessidade de exame físico, com retaguarda médica disponível na própria unidade.
“Ao direcionar os casos leves para um atendimento mais rápido, conseguimos liberar as equipes para focar nos pacientes com maior gravidade, tornando a assistência mais eficiente como um todo”, explica Edson Gonçalves, diretor de Atenção à Saúde do IgesDF.
Onde há mais atendimentos
As unidades com maior volume de teleconsultas são:
UPA Gama: 4.877 atendimentos
UPA Ceilândia II: 4.724 atendimentos
UPA Vicente Pires: 4.322 atendimentos
Entre os principais motivos de atendimento estão síndromes respiratórias, diarreia, gastroenterite e febre — quadros comuns de baixa gravidade, mas que aumentam a demanda nas unidades, especialmente em períodos de mudança de clima.
Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a ampliação da teleconsulta fortalece a capacidade de resposta das UPAs e melhora a organização do atendimento.
“A teleconsulta é uma estratégia importante para organizar o atendimento nas UPAs, especialmente em períodos de maior procura. Com ela, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial”, afirma.
Atendimento nas UPAs do DF
As UPAs funcionam 24 horas por dia e atendem casos de urgência e emergência de média complexidade. O acesso é feito por meio da classificação de risco, que define a prioridade conforme a gravidade do paciente, e não pela ordem de chegada.
Com a teleconsulta, parte dos casos leves passa a seguir um caminho mais rápido, o que ajuda a reduzir o tempo de espera e torna o atendimento mais eficiente para toda a população.
CRÉDITOS:
FOTO: Ualisson Noronha/IgesDF
MATÉRIA: Pollyana Cabral

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