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Lions Advocacy Day reforça urgência de políticas públicas integradas para pessoas com autismo

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Evento realizado em Brasília reuniu especialistas e entidades para cobrar avanços estruturais na defesa dos direitos de pessoas com TEA

Entre os dias 14 e 15 de abril, o Windsor Hotel, em Brasília, sediou o Lions Advocacy Day, evento voltado à articulação nacional pela causa do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Promovido pelo Lions Internacional e pela Fundação LCIF, o encontro reuniu entidades como Autismo Legal, AAMA, Apaes, OAB/DF, Specialisterne e Frente Parlamentar do Autismo da CLDF, entre outras.

A principal pauta do evento foi a necessidade de uma defesa estruturada e integrada para o TEA no Brasil, indo além dos avanços legislativos. Com base em documento apresentado durante os debates, os participantes elencaram dez eixos prioritários, entre eles: diagnóstico precoce universal, inclusão escolar e social plena, empregabilidade com suporte permanente, cuidado estruturado aos cuidadores e combate ao capacitismo.

Dados alarmantes nortearam as discussões. Estima-se que apenas 0,8% dos autistas cheguem ao ensino superior no país, e que pessoas com TEA tenham risco de suicídio três a quatro vezes maior que a população geral. Também foi destacada a elevada vulnerabilidade à violência sexual, sobretudo entre mulheres e meninas autistas.

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Outro ponto central foi a sobrecarga dos cuidadores familiares, que enfrentam exaustão física, emocional e financeira sem rede de apoio adequada. A falta de dados oficiais consolidados — como um censo específico sobre TEA — também foi apontada como entrave ao planejamento de políticas públicas eficientes.

O evento reforçou a necessidade de capacitação obrigatória de profissionais da saúde, educação e do sistema de justiça, além da promoção de uma mudança cultural que reconheça o autismo como condição neurobiológica — e não como “estranheza” ou escolha individual.

Ao final, as entidades defenderam a criação de uma federação nacional unificada para fortalecer a representatividade institucional e garantir que a luta por direitos básicos seja contínua e eficaz.

CRÉDITOS:

Divulgação

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