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BICADA DA ÁGUIA

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE IDENTIFICAR QUADROS DE GLAUCOMA

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A inteligência artificial é frequentemente vista como uma vilã no meio da tecnologia, mas a mesma tem potencial de fornecer uma série de inovações que visam ajudar especialistas no diagnóstico de patologias, como o glaucoma, problema que atinge os olhos de maneira muitas vezes silenciosa.

Em uma pesquisa realizada no Setor de Glaucoma do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o algoritmo previamente treinado conseguiu identificar com base em apenas uma única imagem de retinografia, o glaucoma que atingia o paciente e poderia potencialmente levá-lo à cegueira irreversível.

O médico responsável pela análise explica que ainda há muito a ser estudado, até que uma eventual mudança possa ser empregada, no entanto, o algoritmo conseguiu ser mais sensível que o software que integra o aparelho padrão e pode no futuro, se tornar um novo recurso capaz de identificar o glaucoma de forma mais precoce, prevenindo danos graves ao indivíduo.

Segundo a oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, a doença surge pelo aumento da pressão intraocular, que aos poucos, afeta o nervo óptico, ligado ao cérebro. Um de seus grandes riscos, está na evolução silenciosa, pois quando não tratada a tempo e adequadamente, pode levar a cegueira, sendo esta considerada a principal causa do problema no mundo, diferente da catarata, capaz de ser revertida.

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Devido a este caráter, é importante ter conhecimento sobre seus fatores de risco e sintomas, e permanecer atento. O histórico familiar, doenças – como diabetes e lúpus – idade superior a 45 anos, pressão alta, colesterol elevado, enxaqueca, estresse, apneia do sono, elevados graus de miopia e hipermetropia e o uso de colírios ou corticóides por tempo prolongado e-ou inadequado, contribuem para o surgimento.

O Conselho Brasileio de Oftalmologia (CBO) alerta para o aumento do risco conforme o envelhecimento. Para se ter ideia, a probabilidade sobe para 2%, a partir dos 40 anos, e para 6%, aos 70, sendo que, negros e pardos estão entre os mais acometidos – em uma chance de 3,8% contra 2,1% em brancos.

Já os sintomas, costumam envolver a perda gradual da visão periférica, visão turva, embaçada – forma súbita – a presença de halos ao redor das luzes, dor intensa, vermelhidão nos olhos e náuseas. “Uma vez que aparecem de maneira tardia, as consultas regulares são a melhor forma de prevenção – pessoas com casos familiares devem ficar ainda mais atentas”, explica a médica.

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O diagnóstico é feito através de uma série de exames para avaliar a pressão ocular, mapear o campo visual e a estrutura do nervo óptico. O tratamento é iniciado com o uso de colírios, aplicados ao longo de todo dia, mas atualmente, a cirurgia Selective Laser Trabeculoplasty (SLT) é capaz de eliminar o uso das lágrimas de forma total ou parcial, sendo rápida e indolor, garantindo aos pacientes, maior conforto cotidiano, apesar de não curar a condição, que necessita de acompanhamento profissional ao longo de toda a vida.

 

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FOTO: Freepik

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