Leandro Grass (PT) vai disputar o segundo turno pelo Governo do Distrito Federal contra Celina Leão (PP). O resultado foi confirmado neste domingo (4), depois que 100% das urnas foram apuradas. Celina terminou a primeira etapa na liderança, com 825.530 votos, 49,93% dos válidos. Grass recebeu 569.930 votos, 34,47%. A diferença foi de 255.600 votos.
No comitê da campanha, após a confirmação do resultado, Grass fez uma avaliação do primeiro turno e apontou o que considera uma das principais marcas de sua disputa a diferença de estrutura entre as candidaturas. Leandro afirmou que enfrentou campanhas com maior poder econômico e citou os gastos declarados.
“O poder econômico. Vai lá ver quanto custou a candidatura da Celina. Foi declarado quase três vezes o valor da nossa. É só comparar contra a estrutura de partidos e de candidaturas muito ricas. Nós lutamos contra a máquina e números”.
Agora, a campanha muda de formato. Com apenas dois nomes na disputa, Grass afirmou que pretende levar para o eleitor a comparação entre os projetos apresentados por ele e pela adversária. Para ele, a população terá uma nova oportunidade de avaliar as propostas para o Distrito Federal.
“É preciso que a cidade conheça quem são os dois e qual o projeto que cada um tem para a recuperação que eles deixaram desse jeito”.
Entre os temas que Grass pretende colocar no centro estão educação e segurança.
O candidato citou propostas como a ampliação da escola integral e uma política de segurança baseada em inteligência e integração.
“Será que eles têm projeto? Projeto de educação, o projeto da escola integral, um projeto para a segurança que propõe inteligência, integração, apoio às vítimas”.
Leandro também voltou a direcionar o discurso para questões sociais. Ao falar sobre o que considera problemas enfrentados atualmente pela população do DF, citou pobreza, fome e desigualdade.
“O projeto que aumenta a pobreza, o projeto que aumentou a fome, a desigualdade. É sobre isso e nos vamos mudar o que eles trouxeram”.
Leandro disse que, a partir de agora, o desafio será ampliar a votação obtida no primeiro turno e buscar apoio entre os eleitores que escolheram os candidatos que ficaram fora da disputa.
Grass também afirmou que pretende conversar com as demais candidaturas que participaram da eleição. “A gente vai conversar com todos os candidatos, com todos aqueles que participaram desse processo e que têm projetos para o Distrito Federal. E vamos tentar construir essa maioria.”
Jornal de Brasilia













