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Saúde

Agosto Dourado: especialista do HUB esclarece dúvidas e mitos sobre amamentação

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Banco de Leite Humano do hospital é responsável por coletar, processar e distribuir o leite doado para recém-nascidos; também oferece atendimento especializado às mães

Brasília (DF) – 
O “Agosto Dourado” é o mês dedicado ao incentivo do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, além da continuidade da amamentação até os dois anos ou mais. No Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília, vinculado à HU Brasil (HUB-UnB/HU Brasil), o Banco de Leite Humano funciona como ponto de apoio às mães, desempenhando um papel fundamental na promoção, proteção e no apoio ao aleitamento materno.
De acordo com a enfermeira e responsável técnica do Banco de Leite Humano do HUB, Kelly Bonan, o leite materno é rico em proteínas de alta qualidade, anticorpos, água, carboidratos, gorduras essenciais, vitaminas e minerais específicos para a espécie humana: “Já está na temperatura correta, disponível a qualquer momento e vai mudando sua composição de acordo com a necessidade e desenvolvimento do bebê”, analisa a profissional.
É normal sentir dor ao amamentar?
Embora seja comum que algumas mulheres relatem sensibilidade nas mamas nos primeiros dias após o parto, a amamentação não deve causar dores. Quando isso acontece, geralmente existe uma causa que pode ser identificada e solucionada ou tratada.
“Em geral, a queixa de dor na amamentação está relacionada à pega incorreta ou mal posicionamento do bebê no colo materno. Tanto a mãe quanto o bebê devem receber suporte após o nascimento, ainda no hospital. As equipes do Banco de Leite e do alojamento conjunto devem fazer ajustes da pega do bebê no seio materno, evitando dores e fissuras. Devem mostrar as posições possíveis para amamentar, mantendo o corpo do bebê alinhado ao corpo materno, dar apoio e acompanhamento durante a internação a fim de que ambos possam sair do hospital seguros e em aleitamento materno exclusivo”, orienta Kelly.
Fora do hospital, caso ainda tenham dificuldades, as mães devem procurar o banco de leite mais próximo, para que sejam apoiadas até a consolidação da amamentação.
Formas de aumentar a produção de leite
A produção láctea materna está relacionada à frequência da amamentação, pois o aumento da produção de leite é estimulado a partir da sucção do bebê na mama, o que desencadeia a descida do líquido e faz com que ele flua. “O bebê deve receber o leite sempre que mostrar sinais de fome, ou seja, a amamentação deve ser em livre demanda. Nos casos de mães de bebês prematuros, ou que não possam ser amamentados, elas devem ser orientadas a realizar a extração de leite periodicamente para manter a estimulação e a produção até que o bebê possa ser colocado diretamente no seio”, informa a enfermeira.
Se a produção continuar baixa ou houver dificuldade persistente, deve-se procurar um profissional de saúde ou um banco de leite humano para avaliação e orientação adequada.
Existe leite materno fraco ou forte?
Ainda de acordo com Kelly, a ideia de leite humano fraco ou forte não passa de um mito. O leite materno é produzido com a composição adequada para a fase em que o bebê se encontra, e passa por três estágios que mudam de acordo com o momento de nutrição da criança: o colostro, o leite de transição e o leite maduro. “O colostro tem uma característica mais viscosa e amarelada e, geralmente, ocorre nos primeiros dias de vida do bebê. Já o leite de transição vai se tornando mais claro e fluido, assim como o leite maduro, que é mais branco. A coloração do leite também pode passar por alterações conforme os hábitos alimentares maternos, podendo até ter a cor esverdeada, por exemplo, em dietas ricas em verduras”, exemplifica a profissional.
Apoio e acompanhamento
Em caso de dificuldades, mães e familiares podem procurar apoio nos seguintes serviços:
  • Atenção Básica (Unidade Básica de Saúde – UBS ou Estratégia Saúde da Família): oferece acompanhamento da mãe e do bebê, orientação sobre amamentação e identificação de problemas.
  • Bancos de Leite Humano: prestam assistência especializada, ensinam técnicas de amamentação, corrigem a pega e orientam sobre ordenha e armazenamento do leite.
  • Serviços de Fonoaudiologia: avaliam e tratam dificuldades de sucção, deglutição e alterações orais que possam prejudicar a amamentação.
  • Médicos pediatras e obstetras: avaliam e tratam condições como mastite, infecções ou outras situações que necessitem de cuidados médicos.
  • Enfermeiros e consultores em amamentação: orientam sobre posição, pega correta, manejo da dor e aumento da produção de leite.
Banco de Leite Humano do HUB
Porta aberta para a população do DF, o Banco de Leite Humano do HUB-UnB/HU Brasil funciona de segunda a sexta, sem agendamento. É responsável por coletar, processar e distribuir o leite humano doado para recém-nascidos, prioritariamente prematuros, bebês patológicos [que precisaram de suporte da UTI Neonatal (UTIN) e que possuem alguma doença ou má formação] ou do Alojamento Conjunto, internados no hospital, que não conseguem mamar diretamente no peito.
Os profissionais do Banco orientam sobre a técnica correta de amamentação, como realizar a ordenha e armazenar o leite com segurança, e estimulam a produção de leite próprio para mães de bebês internados na UTIN, entre outros serviços.  “O uso do leite humano reduz o tempo de internação hospitalar dos bebês e os protege contra infecções graves, fornecendo anticorpos e nutrientes vitais para o sistema de defesa”, ressalta Kelly.
De forma geral, os Bancos de Leite Humano fortalecem a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida e continuidade até 2 anos ou mais, e promovem a solidariedade por meio da coleta da doação de excedentes de leite de lactantes para os bebês prematuros das UTINs. Trata-se de um serviço gratuito que promove o aleitamento materno, fortalece a saúde materno-infantil e contribui para a diminuição da morbimortalidade neonatal, especialmente entre bebês prematuros e de baixo peso.
Para receber atendimento no Banco de Leite Humano do HUB, basta comparecer à entrada central da Unidade I das 8h às 18h e informar a necessidade de visitar o local. Os telefones para contato são: (61) 2028-5585 e 2028- 5391.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da Rede HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Atenciosamente,
Angélica Calheiros
Jornalista da Unidade de Imprensa Regional | Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Gerência Executiva de Comunicação Social
Presidência
HU Brasil
gov.br/hubrasil | (61) 2028-5040 | 6120285394 (fixo e whatsapp) | (61) 982860375

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