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Falta de recursos cancela primeira etapa do Circuito Junino Gonzagão no DF

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A tradicional temporada de festas juninas no Distrito Federal sofreu um duro revés neste fim de semana. A primeira etapa do Circuito Junino Gonzagão, uma das competições mais aguardadas do ano, que estava prevista para ocorrer entre os dias 12 e 14 de junho de 2026, foi cancelada devido à falta de verba e apoio governamental.

O anúncio oficial foi feito na última quinta-feira (11/6) pela União Junina do Distrito Federal e Entorno. Em uma carta de repúdio divulgada nas redes sociais, a organização, que representa os grupos de quadrilhas da região, manifestou profunda insatisfação com o não cumprimento do que consideram ser as obrigações da Política Cultural Distrito Junino.

“Em razão da falta de condições adequadas para a realização dos eventos e da ausência de medidas efetivas de apoio ao segmento, informamos o cancelamento da etapa prevista para os dias 12 a 14 de junho de 2026”, informou a entidade no comunicado.

Frustração e Impacto Cultural

O Circuito Gonzagão é uma das competições mais importantes do calendário cultural da capital, responsável por reunir 24 grupos e cerca de 2 mil integrantes, além de definir a quadrilha que representará o Distrito Federal no campeonato nacional.

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A falta de definição sobre os recursos e o consequente cancelamento da estreia geraram grande frustração entre os brincantes. O sentimento foi compartilhado até mesmo em meio a uma sessão especial no Senado Federal, onde centenas de quadrilheiros foram convidados para uma homenagem pelo Dia do Quadrilheiro Junino, mas acabaram levando a preocupação financeira para o plenário.

Para muitos participantes, o cancelamento adiou sonhos. É o caso de Leonardo Morato, de 14 anos, marcador mirim da quadrilha Melado Júnior e dançarino da Pau Melado, de Samambaia. Preparado para a festa, o adolescente desabafou sobre a decepção: “É muito triste chegar hoje, que seria o dia da estreia da minha quadrilha, e não poder dançar porque não vai ter a etapa”.

Cobranças ao GDF

A principal queixa da organização recai sobre a interrupção dos subsídios por parte do Governo do Distrito Federal (GDF). De acordo com Hamilton Teixeira dos Santos, conhecido como Tatu, presidente da União Junina, um decreto de 2021 estabelece que o GDF deve bancar as quatro etapas do movimento junino e o cachê artístico das agremiações, modelo que funcionou em anos anteriores, mas que não teve respostas para 2026.

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Apesar do cenário desfavorável para a primeira etapa, a liderança do movimento garante que a cultura não será silenciada.

“Se eu soubesse que não iam destinar recurso, tinha fechado com algumas paróquias. Mesmo sem recurso, nós não vamos desistir. A gente vive o São João” — declarou Hamilton Teixeira.

Posicionamento Oficial A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Cultura do Distrito Federal para questionar a falta de repasses e o descumprimento apontado pelas entidades juninas. Até o momento desta publicação, o órgão não deu retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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