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CLDF promove “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você” com acolhimento para mães atípicas e espaço inclusivo para crianças
Publicado em
13 de maio de 2026por
Eugenio Piedade
CLDF promove “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você” com acolhimento para mães atípicas e espaço inclusivo para crianças
Evento reúne poder público, especialistas e famílias para debater políticas, serviços e estratégias de cuidado integral voltadas a mães atípicas, pais, cuidadores e profissionais
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promove, até sexta-feira (15), o “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você”, evento gratuito e aberto ao público, voltado especialmente para mães e pais atípicos; cuidadores; profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social e justiça, além de estudantes, instituições e empresas inclusivas.
Na abertura das atividades, o deputado distrital Eduardo Pedrosa (União), idealizador do evento, anunciou que a partir de agora o jogo mudou e o trabalho será feito durante os 365 dias do ano e não somente em solenidades esporádicas. “Essas pessoas precisam de acolhimento diário das mais diversas esferas do governo e da sociedade e nosso envolvimento tem que ser diário. Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade de todos nós”, afirmou.
Reinaldo Rossano Alves, da Defensoria Pública do DF, disse que a pauta das mães atípicas é uma pauta prioritária para a Defensoria. Segundo ele, o órgão é uma instituição que de fato visa à proteção dos direitos humanos e das minorias.
Para o presidente do Instituto Olga Kos, empresário e palestrante Wolf Kos, o nome do seminário deveria ser “obrigado mãe por cuidar da gente”. “Todas as mães lutam por seus filhos, todas as mães cuidam dos seus filhos, mas a mãe atípica, além de criar e cuidar, luta contra uma sociedade preconceituosa e ela precisa abrir o caminho para os seus filhos”, analisou.
Max Kolb, advogado das frentes parlamentares presididas pelo deputado Eduardo Pedrosa, relatou um caso envolvendo um aprovado no concurso da Polícia Militar do DF, que nem reserva vagas para deficientes, que foi chamado para fazer o curso de formação e foi recebido com chacota e desrespeito e agora está respondendo a processo administrativo militar para ser banido da corporação. “Isso é muito triste, porque em pleno 2026, a PMDF não está preparada para absorver um candidato com autismo. E o que me chamou a atenção neste caso foi a preocupação da mãe em não deixar o filho portar arma para evitar uma reação perigosa num momento de crise”, lamentou.

Já a diretora regional de atenção secundária à saúde, Pollyana Mertens Mariath, defendeu um olhar diferenciado nas unidades de atendimento, “porque o atendimento nunca é só para um paciente, mas para toda uma família”.
A subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falconi, parabenizou a iniciativa e a continuidade de um evento, “que traz a mãe para o centro e permite compartilhar experiência e, principalmente, dar vez e voz a essas mulheres”.
Em seguida, o seminário começou com uma palestra magna sobre o tema “o corpo sente, a mente grita e o mundo não vê, a invisibilidade do sofrimento dos cuidados atípicos”, ministrada pela psicóloga Ingrid Luísa Neto.
Frentes parlamentares
O seminário acontece no auditório da CLDF e é uma iniciativa das Frentes Parlamentares do Autismo, Síndrome de Down, Doenças Raras, Enfrentamento ao Câncer, Pessoas Pré e Pós-transplantadas e de Valorização da Vida, conduzidas pelo deputado Eduardo Pedrosa. O seminário segue as diretrizes da Lei Distrital nº 7.310/2023, que instituiu o programa Cuidando de Quem Cuida, com foco no cuidado integral, físico, emocional, social e cognitivo de mães atípicas.
Uma das novidades nesta edição será o espaço inclusivo para as crianças, criado para que as mães possam participar da programação com mais tranquilidade. A iniciativa considera uma realidade comum entre muitas mães atípicas: a dificuldade de sair de casa e participar de eventos, formações, consultas ou momentos de autocuidado por não terem com quem deixar os filhos. Por isso, o seminário contará com uma Área Kids inclusiva, com monitores, oficinas para as crianças e atividades voltadas ao público infantil, garantindo acolhimento, segurança e acessibilidade durante o evento.
Além da Área Kids, a programação contará com um palco alternativo com apresentações voltadas ao público inclusivo infantil, ampliando a participação das crianças e tornando o ambiente mais acolhedor para toda a família. A proposta é permitir que mães, pais e cuidadores tenham tempo para se informar, trocar experiências, cuidar de si e fortalecer sua rede de apoio, enquanto os filhos participam de atividades pensadas para eles.
Com certificação de 40 horas, válida em todo o território nacional, o seminário terá palestras, rodas de conversa, momentos de escuta ativa, vivências de autocuidado e debates sobre temas como educação inclusiva, saúde, família, ciclo de vida, proteção integral, vigilância afetiva, paternidade ativa, empoderamento da mulher atípica e os desafios enfrentados por mães, pais e cuidadores. A programação também inclui momentos de convivência, lanche afetivo e sessão solene de encerramento.

Orientação
O evento contará ainda com estandes de órgãos públicos e instituições parceiras, como Defensoria, COMPP, Cetea, Subin, Cretea, Apae e Instituto Olga Kos, oferecendo orientação, informação e aproximação entre as famílias e a rede de atendimento.
Outro destaque é o Espaço do Bem Inclusivo, voltado às mães atípicas empreendedoras do DF. O espaço busca valorizar o protagonismo dessas mulheres, incentivar a autonomia financeira e dar visibilidade a iniciativas que unem inclusão, geração de renda e fortalecimento comunitário.
O seminário também abrirá espaço para entrevistas em formato de podcast, com a participação do Atípicast e do Doses de Atípicast, ampliando o alcance das conversas sobre maternidade atípica, cuidado, pertencimento e inclusão.

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