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A saúde digital cresceu rápido demais. O Brasil está pronto para assumir as consequências?

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Evento em São Paulo reúne líderes da medicina, tecnologia e regulação para discutir governança, ética e responsabilidade na nova fase da telemedicina e da inteligência artificial

A saúde digital brasileira vive seu maior ciclo de expansão desde a pandemia. A consolidação da telemedicina e o avanço acelerado da inteligência artificial na prática clínica transformaram a forma como médicos atendem e pacientes consomem serviços de saúde. Mas, junto com a inovação, emergem novas perguntas estruturais: quem responde por erros? quais são os limites legais? como garantir segurança clínica, jurídica e ética nesse novo modelo?

É nesse contexto que Olá Doutor, healthtech pioneira em telemedicina assíncrona no país, realiza no dia 13 de março, no Espaço Bisutti Cardoso Melo, em São Paulo, o FUTR Health, encontro presencial voltado exclusivamente a decisores do setor de saúde digital, com o objetivo de organizar o debate sobre governança, responsabilidade e liderança setorial.

O evento acontece em um momento decisivo para o setor. Segundo a pesquisa TIC Saúde 2024 (Cetic.br), 17% dos médicos brasileiros já utilizam inteligência artificial na prática clínica, enquanto a telemedicina se consolida como parte da rotina assistencial em clínicas, hospitais e plataformas digitais. O crescimento, no entanto, avança mais rápido do que a maturidade regulatória e operacional do setor.

O estudo “Inteligência artificial na saúde: diagnóstico qualitativo sobre o cenário brasileiro”, lançado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, aponta também que o mercado global de saúde digital deve quase dobrar de tamanho nos próximos anos, impulsionado pela expansão da telemedicina, da inteligência artificial e do monitoramento remoto. No Brasil, a digitalização avança rapidamente: mais de 90% dos hospitais já utilizam prontuários eletrônicos, e milhões de consultas médicas passaram a ocorrer em ambientes digitais nos últimos anos, de acordo com a TIC Saúde 2024.

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“A transformação digital da medicina já aconteceu. O desafio agora é estruturar essa mudança com governança, responsabilidade e segurança para médicos e pacientes”, afirma Anderson Zilli, CEO da Olá Doutor e um dos painelistas do evento. “O FUTR Health nasce para organizar esse debate e ajudar o setor a evoluir de forma sustentável.”

Da inovação ao risco: o novo dilema da saúde digital

O crescimento acelerado da telemedicina e da inteligência artificial trouxe ganhos de acesso e eficiência, mas também abriu um novo campo de incertezas para médicos, empresas e reguladores. Quem responde por decisões clínicas apoiadas por algoritmos? Onde termina a inovação legítima e começa a infração ética ou regulatória? Como evitar que o médico se torne apenas um executor de consultas em plataformas digitais?

Além disso, o comportamento do paciente mudou: ele aceita menos fricção, compara mais serviços e decide mais rápido. Esse novo perfil pressiona modelos tradicionais de atendimento e expõe a necessidade de estruturar jornadas digitais com qualidade, rastreabilidade e responsabilidade clínica.

É nesse contexto que o FUTR Health propõe discutir não apenas tecnologia, mas governança, compliance e liderança setorial. Diferente de eventos massivos, o encontro foi concebido como um fórum curado, reunindo executivos C-level de healthtechs, diretores médicos, gestores de clínicas e hospitais, especialistas em inovação, profissionais de regulação e compliance e investidores estratégicos do setor.

“O risco não está na tecnologia, mas na ausência de estrutura. Escalar sem protocolo é multiplicar problemas. Escalar com governança é ampliar a capacidade de cuidar”, complementa Anderson Zilli.

Tecnologia, ética e liderança setorial no centro da discussão

A programação do FUTR Health está organizada em dois grandes painéis temáticos.

O primeiro discute Inteligência Artificial, telemedicina e o novo perfil de consumo em saúde, abordando como médicos e organizações podem crescer sem perder autoridade clínica, vínculo com o paciente e sustentabilidade financeira.

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O segundo painel é dedicado a Regulação, compliance e ética, tratando dos limites jurídicos, da responsabilidade profissional e da construção de modelos assistenciais juridicamente defensáveis na saúde digital.

Entre os painelistas confirmados estão Drauzio Varella, referência nacional em saúde pública e ética médica; Pedro Dória, jornalista e especialista em inovação, que fará a mediação dos debates; Jairo Bouer, médico e comunicador, com foco em comportamento e humanização do cuidado; Maitê Dahdal, especialista em modelos sustentáveis de telemedicina; Airton Menezes, advogado especialista em direito médico e responsabilidade civil; Anderson Zilli, CEO da Olá Doutor

A presença de especialistas da medicina, do direito, da regulação e da tecnologia reforça o caráter institucional do encontro e a proposta de equilibrar inovação com responsabilidade.

Um espaço para organizar o futuro da saúde digital

O FUTR Health parte da tese de que a medicina brasileira atravessa uma fase de reorganização estrutural, impulsionada por três forças simultâneas: a incorporação da inteligência artificial na prática clínica, a consolidação regulatória da telemedicina e a mudança no comportamento de pacientes e profissionais de saúde.

Nesse cenário, o Olá Doutor atua como curador do conteúdo e facilitador do diálogo entre diferentes visões do setor, sem ocupar o centro do palco como protagonista comercial. O objetivo é criar um espaço legítimo de construção coletiva sobre os rumos da saúde digital no Brasil.

“O FUTR Health não é apenas um evento, mas uma tentativa de organizar um debate que hoje acontece de forma dispersa. O setor precisa discutir menos ferramentas e mais responsabilidade”, conclui Anderson Zilli.

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