Distritais defendem prioridade para vacinação de gestores de escolas

Foto: Figueiredo/CLDF

Distritais também discutiram no plenário virtual o fato de 65 mil pessoas ainda não terem comparecido para tomar a segunda dose

Alguns deputados distritais usaram a sessão extraordinária remota da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (2) para rebater críticas à vacinação de diretores de escolas entre o público prioritário. Eles defenderam a vacinação dos gestores escolares e ponderaram que estes profissionais estão na linha de frente do atendimento à comunidade escolar desde o início da pandemia.

O assunto foi inicialmente abordado pelo deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT), que mencionou crítica veiculada em reportagem do portal Metrópoles, de uma suposta burla ao Plano Nacional de Imunização (PNI). Para Veras, a Secretaria de Educação acertou ao incluir os gestores na lista de vacinação, pois eles “nunca abandonaram o trabalho e convivem com a comunidade, recebendo pais, entregando materiais, entregando cestas verdes e exercendo funções de vários outros órgãos do governo”. O distrital pediu ainda a ampliação das categorias escolares vacinadas, incluindo supervisores e outros servidores da linha de frente das escolas.

O deputado Chico Vigilante (PT) disse que ouviu reclamação de um subsecretário em reportagem exibida pela TV Globo contra a vacinação de diretores de escola e sugeriu a demissão do servidor. Para ele, todo o pessoal da gestão faz parte da escola e deve receber o mesmo tratamento que foi dado à secretaria de Saúde, “quando foram vacinados desde os médicos até o pessoal da limpeza”. “O vírus não escolhe professor, vigilante ou diretor. Tem que vacinar todos”, completou.

65 mil pessoas não foram tomar segunda dose

A deputada Arlete Sampaio (PT) lamentou que mais de 65 mil pessoas tenham deixado de tomar a segunda dose da vacina contra o novo coronavírus. Ao apresentar dados sobre a vacinação no DF e no Brasil, a distrital fez um apelo para que os brasilienses se vacinem assim que forem chamados, sem escolher qualquer tipo de imunizante. “As pessoas não precisam ter medo de tomar qualquer tipo de vacina. Os efeitos colaterais são leves e normais”, disse, acrescentando que as pessoas que não tomam a segunda dose atrapalham o esforço de imunização da população.

Segundo ela, o Brasil ainda não conseguiu sequer imunizar 10% da população com as duas doses da vacina contra Covid-19. O DF conta com 320 mil imunizados, pouco mais de 10% da população. Arlete informou que muitas pessoas se cadastram, agendam e não aparecem para tomar a vacina.

Ampliação do público prioritário

Já o deputado João Cardoso (Avante) defendeu a ampliação do público prioritário, com a vacinação do pessoal que trabalha na limpeza urbana, rodoviários e metroviários. Cardoso também denunciou problemas na gestão de leitos dos hospitais de campanha, “ao mesmo tempo que a dívida do Iges-DF já chega a R$ 200 milhões”. Para ele, a situação é “mais uma demonstração de que o Iges não está sendo solução nenhuma para a saúde do DF”.

Na mesma linha, a deputada Júlia Lucy (Novo) cobrou fiscalização no Iges para apurar as inúmeras denúncias recebidas. Ela defendeu a implantação da CPI do Iges para investigar as denúncias. Lucy também pediu a implantação de uma UBS em Águas Claras, para atender moradores e pessoas que trabalham naquela cidade, “que não conta com nenhum equipamento público de saúde”.

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

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